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Antes de mestre
Bimba criar a Capoeira Regional, a Capoeira Angola era chamada apenas de
Capoeira, mas com o surgimento da Regional de Bimba surge o nome Capoeira
Angola.
O mestre mais famoso e conhecido da Capoeira Angola foi Pastinha. Ele dizia:
"Capoeirista não é aquele que sabe movimentar o corpo mas, sim, aquele
que deixa o corpo ser movimentado pela alma".
"Ê, maior é Deus.
Ê, maior é Deus, pequeno sou eu.
O que eu tenho foi Deus quem me deu,
o que eu tenho foi Deus quem me deu.
Na roda da capoeira, grande e pequeno sou eu."
É assim que Pastinha abre o disco LP que gravou com músicas de Capoeira.
Pastinha define a Capoeira como: "Mandinga de escravo em ânsia de
liberdade, seu princípio não tem método, seu fim é inconcebível ao mais sábio
dos mestres"
Talvez pelo fato de a Capoeira Regional ter se expandido amplamente pelo Brasil,
principalmente como uma modalidade de luta, passou-se a difundir a idéia de que
a Angola não dispunha de recursos para o enfrentamento, afirmando-se ainda que
as antigas rodas de capoeira, anteriores a mestre Bimba, não apresentavam situações
reais de combate. Porém, os velhos mestres fazem questão de afirmar que estes
ocorriam de uma forma diferente da atual, em que os lutadores se valiam mais da
agilidade e da malícia - ou da "mandinga", como se diz na capoeira -
do que a força propriamente dita.
Mestre Pastinha, em seu livro Capoeira Angola, afirma que "sem dúvida, a
Capoeira Angola se assemelha a uma graciosa dança onde a 'ginga' maliciosa
mostra a extraordinária flexibilidade dos capoeiristas. Mas, Capoeira Angola é
antes de tudo, luta e luta violenta"(Pastinha, 1964:28).
Autor desconhecido